Todos sabemos que a vida dos nossos amigos de 4 patas é curta e a simples ideia de perdê-los nos trás uma grande dor e angústia. Tutores responsáveis se dedicam a oferecer uma boa qualidade de vida aos pets, como castração, vacinas, boa alimentação, um bom ambiente de convivência e, claro, muito amor, respeito e carinho.
Infelizmente, mesmo com todos esses cuidados, a velhice também chega para os animais e com ela, algumas doenças e limitações, que mesmo com muita atenção e cuidados veterinários, deixam os nossos pets enfermos.
Os movimentos ficam lentos, o apetite diminui, as interações não são mais as mesmas, as dores e choros são constantes. Neste momento pensamos: “o que eu posso fazer para aliviar o sofrimento do meu amigo?”
Levamos ao veterinário e as notícias não são as melhores. O nosso pet está sofrendo e nenhuma medicação ou tratamento será capaz de aliviar ou amenizar a sua dor.
Muitas vezes essas dores são causadas por doenças da velhice ou pela negligência do tutor em algum momento da vida do animal; outras vezes são causadas por fatalidades, como acidentes, ataques e agressões, que ficam ainda mais graves de acordo com a idade do pet. Seja qual for o motivo que causa sofrimento no nosso animal, a decisão de encerrar esse ciclo de dor é extremamente difícil para os tutores. Devo prolongar o sofrimento do meu amigo simplesmente para mantê-lo ao meu lado porque eu não saberia lidar com a dor de viver sem ele? Devo esperar que um “milagre” aconteça e o meu animal se cure e viva mais longos anos? Como vou me sentir depois de tomar essa decisão tão difícil?
A Eutanásia ainda é um assunto muito delicado na Causa Animal e entre tutores, que evitam tocar no assunto “morte” para adiar o sofrimento evidente.
A morte é algo inevitável, entre humanos e animais, mas o que pensar sobre a antecipação deste momento tão doloroso?
A palavra final sobre realizar ou não a Eutanásia será sempre do tutor, por isso é extremamente importante o diálogo com a família e a certeza da decisão a ser tomada.
Confirmada a decisão, o tutor entra mais uma vez em conflito: “Eu devo estar presente na hora do procedimento? Eu vou conseguir me controlar emocionalmente ao ver meu pet morrendo?”
Orienta-se que o tutor somente assista ao procedimento se estiver estável emocionalmente, para não causar ansiedade e estresse ao animal neste momento. Muitos não conseguiriam viver esta situação, mas para os animais, a companhia do seu amigo de tantos anos é extremamente reconfortante. O animal não sabe que vai morrer, mas ao fechar os olhos, a última imagem que ele levará é a do tutor, que esteve ao seu lado até o último suspiro.
Uma vez ouvi um relato de uma médica veterinária que, ao realizar o procedimento de Eutanásia, reparou que a todo momento o cachorro procurava pelo tutor na sala, desolado e desorientado por estar só naquela situação.
É um momento extremamente difícil para nós, humanos, mas precisamos ser fortes por eles, estar presente ao lado do nosso amigo nos seus últimos minutos é o que fará ele se sentir seguro para partir em paz.
Lembrando que a opinião sobre a Eutanásia é totalmente individual. Há quem jamais consentiria isso para os seus pets, independente da situação em que se encontram. O apego emocional que criamos com os animais, muitas vezes, não nos deixa pensar racionalmente.
Viver o luto da morte de um animal, independente da situação em que ele partiu, é muito importante para a superação da perda.
Em outro momento irei comentar sobre O LUTO PELOS ANIMAIS, como vivenciar, amenizar e superar este momento tão difícil.
E vocês, o que pensam sobre a Eutanásia em animais?
Referências: https://www.petz.com.br/blog/pets/caes/eutanasia-em-caes/
https://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/eutanasia-em-animais/
https://www.prabem.com.br/blog/sacrificar-ou-nao-saiba-quando-e-necessaria-a-eutanasia-em-animais/

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